Conhecendo as propriedades do sal

O resultado da combinação entre os dois elementos resulta no cloreto de sódio. O problema para a saúde está no sódio e não no cloreto. O sódio retém líquidos no organismo, elevando a pressão arterial, e facilitando assim, a deposição de gorduras nas artérias, que se dilatam. Isso pode levar ao infarto e há, assim, o risco de um acidente vascular cerebral. O consumo excessivo de sal pode também afetar os rins e piorar os sintomas da tensão pré-menstrual.

 

O processo no corpo é o seguinte: ao comermos muito sal, os níveis de sódio ficam altos no sangue. Aí, há a liberação de alguns hormônios, resultando na retenção de líquidos. Esta retenção pode aumentar o volume de sangue circulante e sobrecarregar o coração, elevando a pressão arterial. Os idosos devem ter mais cuidado. Com o passar dos anos, o organismo diminui a capacidade de eliminação de sódio, aumentando as chances de infarto e derrame.

Para controlar a pressão arterial, além de regular o sal, coma alimentos com fibras e ricos em cálcio e diminua a gordura animal saturada.

Na indústria da alimentação o sal é utilizado porque enriquece o sabor dos alimentos. Nos doces ele quebra levemente o gosto do açúcar. E é também um mineral com alto poder de conservação nas carnes e embutidos. Para prevenir doenças como hipertensão, o cuidado vai além de pegar leve na hora do tempero.

O sal de mesa tem 40% de sódio e, consumido com moderação, é essencial para um mecanismo conhecido como bomba sódio-potássio, que regula a pressão sangüínea.

Uma boa dica é controlar o sal dos temperos, substituindo-o por salsinha, cebolinha, alho, cebola, louro e todas as ervas aromáticas, além do limão, temperos que além de perfumar o alimento, dão sabor e ainda fornecem ao nosso organismo antioxidantes, que previnem doenças e desaceleram o envelhecimento. Tente também não colocar sal na comida antes de experimentá-la. E prefira alimentos naturais, como verduras e frutas, que têm menos de 10 miligramas de sódio por porção.

Os tipos de sal
Há dois tipos básicos de sal: o de rocha e o marinho. O sal de rocha é extraído de minas subterrâneas que foram formadas por lagos e mares que secaram há muitos anos. O sal marinho vem da evaporação da água do mar. Mas na prateleira do supermercado você vai encontrar muitas variações de sal. A maior oferta é a do sal refinado, chamado também sal de mesa ou de cozinha. É o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, para se evitar o bócio, o sal de cozinha deve ter iodo. Procure esta recomendação na embalagem. Já na cozinha macrobiótica, o gersal e o sal marinho são muito utilizados. O gersal é um sal misturado com sementes de gergelim. O sal marinho muitas vezes é moído na hora.

Se você segue uma dieta de pouco sal, a melhor alternativa é o sal marinho, que por ser menos refinado tem o poder se salgar mais. Assim, com uma menor quantidade de sal, se consegue o sabor adequado. Já o “sal light” deve ter indicação médica para ser consumido, principalmente se você tiver problemas cardiovasculares. O sal grosso é o usado nos churrascos. Ele é consumido na forma que vem da extração, sem ser refinado, mas não contém iodo. Com granulação mais grossa, o “sal kosher” é extraído de mina ou do mar, mas precisa da supervisão de rabinos.

Mais difíceis de encontrar são o sal defumado, o de Guérande e o sal de aipo. O defumado tem sabor e aroma diferenciados. O Guérande, extraído na cidade francesa que dá o nome, é considerado o melhor do mundo. O de aipo é aquele sal tradicional de mesa misturado a grãos de aipo secos e moídos.