Sal nas nuvens: alternativa contra o aquecimento global

Segundo o diário britânico Telegraph, os estudiosos querem saber se é possível modificar nuvens marinhas do tipo estrato-cumulus, que são baixas e bem comuns de serem encontradas. “Nós precisamos que elas reflitam cerca de 10% mais do que elas refletem hoje”, afirma o professor Salter.

Para Latham, o planeta enfrenta o maior problema climático já visto, então é preciso pensar grande.

Os pequenos foguetes serão lançados para borrifar o sal nas nuvens. Quando as partículas chegam às nuvens, elas redistribuem a umidade, aumentando a refletividade. Como resultado, as nuvens devolvem mais luz solar ao espaço. Aproximadamente 300 desses foguetes serão colocados no mar por um navio na costa sul-africana.

No entanto, a ciência conhecida como geoengenharia é considerada perigosa por alguns por interferir no delicado ecossistema. A grande preocupação em relação ao experimento de Salter e Latham é que alterar a estrutura e a densidade das nuvens em amplas áreas possa ter interferências muito significativas no clima, podendo provocar, principalmente, a mudança no padrão de chuvas (já que o sal acelera as precipitações).